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Dissertações e Teses – Detalhe

Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp

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Identidades na formação de professoras(es) de língua inglesa : cidadãs(ãos), mulheres, homens, professoras(es), ciborgues e o que mais elas(es) quiserem ser

Gabriela Claudino Grande

Orientador(a): Petrilson Alan Pinheiro da Silva

Doutorado em Linguística Aplicada - 2024

Nro. chamada: TESE DIGITAL - G763


Resumo: Esta tese tem como objetivo geral investigar a construção identitária de alunas(os) de licenciatura em Letras e a minha própria, em relação às identidades discursivas, situadas e transportáveis, mediadas pelo uso de tecnologias digitais durante aulas de prática de ensino de língua inglesa na pandemia de Covid-19. Para isso, descrevo e analiso eventos de letramento relacionados à discussão das identidades docentes, ocorridos em uma disciplina específica, por meio de produções multimodais, textos escritos e seminários; e descrevo o uso de ferramentas tecnológicas de minhas práticas didáticas e pedagógicas, examinando como essas práticas influenciam a construção e a transformação de minha identidade como professora formadora. Considerando os desafios da educação no contexto de uma cultura digital, especialmente em um cenário pandêmico, abordo tanto o acesso a dispositivos (como computadores, celulares e tablets) quanto o letramento necessário para o uso desses recursos com finalidades educacionais, incluindo ferramentas como Google Classroom, Prezi e redes sociais (YouTube, Instagram, Padlet), que viabilizam criações multimodais para o ensino e a aprendizagem em ambiente universitário. Para a fundamentação teórica, discuto a pós-modernidade, os conceitos de performance e de identidade, enquanto construto teórico-relacional, com ênfase nas identidades situadas, transportáveis e discursivas, conforme a taxonomia de Zimmerman (1998). A pesquisa também se ancora na sociossemiótica da multimodalidade, especialmente na análise dos elementos de design como dispositivos analíticos, dado o ambiente multimodal intensificado pelas condições de ensino remoto durante a pandemia. Com enfoque qualitativo interpretativista, os dados foram gerados em uma disciplina de prática de ensino no curso de licenciatura em Letras – Português e Inglês, em uma universidade federal da região Centro-Oeste do Brasil. Nas análises, incluo narrativas das(os) alunas(os) durante seminários (considerados como Eventos de Alta Performance), bem como artefatos multimodais e textos escritos produzidos pelas(os) estudantes, os quais evidenciam como suas identidades docentes emergem e são negociadas. Com efeito, examino a influência das experiências, dos contextos sociais e das práticas de ensino e aprendizagem nos processos de construção identitária das(os) professoras(es) em formação. Adicionalmente às identidades do alunado, exploro minhas próprias identidades enquanto formadora de professores, bruxa e ciborgue, refletindo sobre meu papel e uso de tecnologias para facilitar o aprendizado e para revisitar minhas práticas pedagógicas. Os resultados apontam para a relevância de explorar identidades transportáveis, aquelas que carregamos em todos os contextos, em sobreposição às identidades situadas de professoras(es), pois ambas são interdependentes e profundamente conectadas, contribuindo para a transformação identitária ao longo da formação. Argumento que as identidades docentes são moldadas de forma fluida e complexa pelas interações e contextos em que as(os) professoras(es) atuam, especialmente em uma sociedade amplamente mediada por tecnologias digitais. A pesquisa também evidencia o papel preponderante das(os) formadoras(es) de professoras(es) não apenas para formação profissional, mas para formação cidadã de futuras(os) professoras(es), em direção a práticas educativas que possam contemplar o letramento crítico para construção de uma educação mais democrática e crítica.

Palavras-chave: Formação de professores; Multimodalidade (Linguística); Língua inglesa; Identidades; Ciborgues; Bruxa

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