Gláucia Catalina Pérez de Almeida
Orientador(a): Marko Synesio Alves Monteiro
Mestrado em Divulgação Científica e Cultural - 2024
Nro. chamada: DISSERTAÇÃO - P415p
Resumo: O objetivo desta dissertação é analisar e interpretar os pensamentos dos pensadores Isabelle Stengers e Bruno Latour a respeito da mutação climática. Quero explorar o que eles pensaram sobre o politizar das ciências e por que esse diálogo ser importante para as discussões sobre o novo regime climático. Algumas questões circundam esta dissertação: críticas às ciências, a criação de vínculos e o negacionismo climático. Essas questões são fundamentais para entendermos os pensamentos desenvolvidos por eles e como olhares e observações heterogêneas, oriundos desses encontros interdisciplinares, são válidos para que possamos ter uma ação diferente da abordagem capitalista, que intervém diretamente na natureza, considerando-a como mercadoria e, portanto, a destruindo. A pergunta central para esta pesquisa é por que o encontro desses pensadores é interessante para dialogar sobre as ciências, a política e o novo regime climático. Ambos confirmam que a produção científica é um ato político; por isso, questionam como fazer críticas construtivas às ciências e o motivo pelo qual os negacionistas climáticos têm interesse em que as ciências fiquem à parte da política e do debate público. Questionam ainda como a criação de vínculos pode ser importante para realizar críticas às ciências e para que os cientistas estejam abertos às objeções, de modo que a sociedade tenha confiança nas ciências. Para esta dissertação, foi realizada uma pesquisa bibliográfica das obras desses pensadores, considerando duas delas material principal para a análise qualitativa e a interpretação de seus pensamentos: No tempo das catástrofes — resistir à barbárie que se aproxima, da Stengers (2015), e Diante de Gaia: oito conferências sobre a natureza no Antropoceno, do Latour (2020). Na conclusão, foi possível descrever a relação entre as respostas para a questão climática e o pensamento em conjunto, levando em conta os aspectos heterogêneos. Conforme afirmam os pensadores, é a partir dessas conexões que encontraremos respostas adequadas à mutação climática. Eles ressaltam ainda que as ciências não estão e não podem estar à parte, uma vez que foram elas que anunciaram sobre a mutação climática. Portanto, será com as ciências que faremos outras conexões entre os humanos e outras espécies.
Palavras-chave: Mudanças climáticas; Ciência - Filosofia; Ciência - Aspectos políticos


