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Grupos
SEMA$OMa
Coordenação: Nina Virgínia de Araújo Leite (DL/IEL/UNICAMP)
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A autobiografia depois de Freud: estudos sobre memória, narração e subjetividade
Coordenação: Flavia Trocoli (UFRJ – EPC – Outrarte) - contato -.
Participantes:
Eliana Benguela, Fabiano Curi, Lígia Maria Winter, Natacha Muriel López Gallucci, Patrícia de Oliveira Leme, Sonia Maria Rodrigues, Tauan Tinti, Vera Lucia Colucci.
Encontros: 12 de abril; 03 de maio; 14 de junho e 5 de julho.
Horário: 13:30h às 15:30h
Local: Sala da Nina
Em um primeiro momento o grupo analisou a construção de Paisagens da memória: autobiografia de uma sobrevivente do Holocausto, de Ruth Klüger, dando ênfase ao ato de escrita que inscreve o não-monumental, o não-todo, a contingência. Ruth Klüger jamais separa o trauma da linguagem, situando e reintroduzindo a contingência e a possibilidade da subjetividade advir. O tempo traumático é atemporal e funde Viena e Berkeley, faz com que a narradora-adulta, professora de teoria literária, use os dêiticos da menina vienense, desamparada na cidade de Sigmund Freud. Curto circuito na enunciação. O tempo traumático é também o da relação impossível entre dois eventos, duas situações, dois tempos. Experiências inconciliáveis. Esse jogo entre dessubjetivação, por ter estado com os mortos na vala escura, e subjetivação, por estar agora escrevendo, potência da linguagem em ato, cria uma cerca de arame farpado entre quem sobreviveu e quem morreu. Entre quem escreve e seus fantasmas. E os fantasmas não são mudos, eles dizem: “Fala”. Ruth escreve, continua quando não se pode continuar.
Textos discutidos:
BRAUNSTEIN, Néstor. Memoria y espanto o el recuerdo de infancia. México: Siglo XXI, 2008.
FREUD, Sigmund. Lembranças encobridoras (1899). Obras completas, vol. III. Rio de Janeiro: Imago.
FREUD, Sigmund. Psicopatologia da vida cotidiana. Capítulo IV. Obras completas, vol. VI. Rio de Janeiro: Imago.
FREUD, Sigmund. Uma recordação de infância de Dichtung und Wahrheit (1917). Obras Completas, Vol. XVII, Rio de Janeiro: Imago.
FREUD, Sigmund. História de uma neurose infantil. (1918b [1914]). Obras Completas, Vol. XVII, Rio de Janeiro: Imago.
FREUD, Sigmund. Luto e Melancolia. (1917 [1915]). Obras Completas, Vol. XIV, Rio de Janeiro: Imago.
FREUD, Sigmund. Recordar, Repetir, Elaborar. (1914). Obras Completas, Vol. XII, Rio de Janeiro: Imago.
KLÜGER, Ruth. Paisagens da memória: autobiografia de uma sobrevivente do Holocausto. Tradução: Irene Aron. São Paulo: Ed. 34, 2005.
Neste primeiro semestre de 2010, o grupo retomará, em fragmentos selecionados de Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust, as questões em torno da memória voluntária e involuntária, do hábito e do acaso, da metáfora e da literalidade, da unidade e da heterogeneidade, da relação e da não-relação, do palimpsesto e da teia de aranha.
Textos a serem trabalhados:
DELEUZE, Gilles. Proust e os signos. Tradução: Antonio Carlos Piquet e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006.
GENETTE, Gérard. Proust palimpsesto. Figuras. São Paulo: Perspectiva.
LACAN, Jacques. Lituraterra. Outros Escritos. Tradução: Vera Ribeiro. Versão Final: Angelina Harari e Marcus André. Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
PROUST, Marcel. A prisioneira. Tradução: Manuel Bandeira e Lourdes Sousa de Alencar. São Paulo: Globo, 1994. (fragmentos selecionados)
PROUST, Marcel. O tempo redescoberto. Tradução: Lúcia Miguel Pereira. São Paulo: Globo, 2004. (fragmentos selecionados)
Elipsi: Espaço linguagem e psicanálise
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Objetivos
Promover o estudo e a discussão sobre as patologias na infância e a estruturação subjetiva. Oferecer uma atividade clínica que vise realizar o diagnóstico estrutural e longitudinal precoce com crianças com suspeitas de psicopatologias graves. Discutir questões sobre os aspectos clínicos, éticos e práticos desse trabalho, a partir dos encaminhamentos recebidos de profissionais da saúde e da educação. Partimos do princípio que para a psicanálise o objetivo principal do diagnó:stico é pontuar o lugar do sujeito na estrutura. Nossa prática tem como diretrizes básicas:
1. Intervir precocemente e agilizar o acesso da criança, e seus pais, a um tratamento psicanalítico (crianças de até seis anos de idade);
2. Possibilitar o atendimento e o encaminhamento para profissionais comprometidos com a formação psicanalítica;
3. Oferecer assessoria aos trabalhos realizados com crianças em instituições.
Coordenação:
Eliana da Silva Benguela (psicanalista, doutorando-IEL/Unicamp e membro do Outrarte)
Conceição Aparecida Costa Azenha (psicanalista, doutoranda-IEL/Unicamp e membro do Outrarte)
Participantes:
Nina Leite, Ana Clélia Rocha, Edmundo Gasparini, Flavia Trocoli, Mariângela Maximo Dias, Michele Faria, Paulo de Souza, Rita Bonanca e Sônia Maria Rodrigues.
Modalidades de atividades para seus participantes
Atendimento clínico: Para os interessados e em condições de oferecer esse trabalho.
Grupo de estudos: O grupo decide as leituras a partir das necessidades do trabalho clínico e das indagações teóricas que surgem nas discussões.
Discussão clínica: Apresentação de casos e trabalhos oferecidos para profissionais e instituições.
Percurso
2004: Primeiras aproximações ao tema. Nos primeiros encontros, discutimos sobre a proposta, sobre o livro "Há um infantil na psicose" de Bergès e Balbo e sobre um pedido de atendimento.
2007: Aprovação do projeto: O pedido para iniciar o projeto da clínica de Nina foi aprovado pelo IEL que concedeu para esse fim uma sala de atendimento junto ao prédio do CCA. Fizemos a discussão da proposta e avaliação das condições de atendimento. Iniciaram o projeto pessoas que participaram de sua elaboração, convidados e integrantes do SEMASOMa que manifestaram interesse pelo tema.
2008: Inicio das atividades clínicas e da estruturação dos projetos em reuniões quinzenais para estudos e discussão de casos clínicos.
2009: Inicio das apresentações e discussão de casos clínicos.
Percurso de estudo
1. "A intervenção psicanalítica nas psicoses não-decididas da infância" de Leda Fischer Bernardino, in: Psicose aberturas da clínica da APPOA;
2. Lacan: "Alocução sobre as psicoses da criança" e " Nota sobre a criança", in: Outros Escritos;
3. de "O nascimento do real", à luz da leitura de "A Negativa" de Freud;
4. "Autismos: uma contribuição para pensar o sujeito em psicanálise" de Nina Leite;
5. "Notas sobre o diagnóstico diferencial da psicose e do autismo na infância" de M. Cristina M. Kupfer;
6. "Qual o tratamento para o sujeito autista?" de Jean-Claude Maleval; trad.: Paulo Sérgio de Souza Jr.;
7. "Sobretudo verborrágicos: Os autistas", de Jean-Claude Maleval; trad.: Paulo Sérgio de Souza Jr.
PROGRAMAÇÃO 2010
Sexta-feiras às 14h30
Reuniões agendadas: 7/05; 21/05; 11/06; 25/06 e 9/07.
Critérios para ingresso no projeto
O projeto é dirigido exclusivamente aos participantes e pesquisadores do Outrarte, que desenvolvem trabalhos com questões relativas às patologias e estruturação subjetiva, na linha de pesquisa linguagem e psicanálise. Os interessados devem entrar em contato com as coordenadoras do projeto.
Solicitação de atendimento clínico
Os interessados devem entrar em contato com a secretaria do C.C.A pelo telefone (19)35211537 ou enviar e-mail para a coordenação: c029404@dac.unicamp.br e elianabenguela@uol.com.br.
Grupo de estudos Habitates
Coordenação: Andrea Menezes Masagão (Psicanalista, pesquisadora colaboradora do IEL-UNICAMP)
Partindo da investigação sobre como ocorrem as articulações entre o corpo, o sujeito e a linguagem, o grupo de estudos Habitates visa interrogar, através do estudo de algumas casas, as articulações entre o espaço físico e o espaço psíquico. Em um primeiro momento proponho pensar a experiência do espaço partindo da aproximação entre a assombração e o unheimlich no conto A queda da casa de Usher de Poe. Em um segundo momento pretendo trabalhar a intimidade e a extimidade a partir da casa feita de ossos e impressões viscerais construída pela artista Katsuko Nakano. Em um terceiro momento pretendo trabalhar as articulações entre o espaço e a letra através do estudo da Casa da flor que, segundo o seu construtor Gabriel Joaquim dos Santos é uma casa feita de nada.
Bibliografia sugerida:
ÁBALOS, I. A boa vida-visita guiada às casas da modernidade Barcelona: Editorial Gustavo Gili.
BACHELARD, G. (1957-2005). A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes.
DIDI-HUBERMAN, G. (2001). Génie du non-lieu, air, poussiere, empreinte, hantise. Paris: Minuit.
______ (1990). La Demeure, la souche, apparentements de l'artiste. Paris: Minuit.
______ (1998). O que vemos, o que nos olha. São Paulo: Editora 34.
POE, E. A. (1981). A queda da casa de Usher. In: Contos de terror de mistério e de morte. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
FREUD, S. (1939) Lo siniestro (1919). Madrid: Biblioteca Nueva, 1981, (Obras Completas, tomo III)
LACAN. J.(1964/1988). Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar (O seminário, livro 11)
LETHIER, R. (2007). Três casas muito celibatárias. In: Seminários brasileiros. Publicação eletrônica.
WAJCMAN, G. (2004). Fenêtre, Chroniques du regard et de l'intime. France: Éditions Verdier.
Programa do Grupo:
Primeiro semestre 2010
Primeiro e segundo encontros: 19 de março e 2 de abril
Ementa: Proponho trabalharmos a disjunção entre olhar e visão tomando como elemento disparador da discussão a primeira parte do filme do Zizek “O guia pervertido do cinema”
Leituras sugeridas:
Lacan, J. (1964/1988) Do olhar como objeto a minúsculo in Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar (O seminário, livro 11)
Vários, Para ler o seminário 11 de Lacan, Campo Freudiano no Brasil, Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998
Terceiro encontro: 30 de abril
Ementa: Proponho trabalharmos a relação entre o olhar e a assombração tomando como objeto de investigação o conto de Poe “A queda da casa de Usher.”
Leituras sugeridas:
Poe, E. A.(1981) A queda da casa de Usher. in Contos de terror de mistério e de morte. (Oscar Mendes trad., pp.80-98) Rio de Janeiro: Nova Fronteira
Quarto, quinto e sexto encontros: 14, 28 de maio e 11 de junho
Ementa: Proponho trabalharmos a noção de intimidade enquanto um espaço arquitetônico e escópico que se constrói a partir da possibilidade de subtrair-se ao olhar do Outro fazendo surgir a dimensão do segredo.
Leituras sugeridas:
Wajcman, G.(2004) L’invention du caché in Fenêtre, Chroniques du regard et de l’intime. France: Éditions verdier
Bachelard,G (2005). A poética do espaço. São Paulo: Martins Fontes (Trabalho original publicado em 1957. Título original: La poétique de l’espace)
Didi-Huberman. G. La Demeure, la souche, apparentements de l’artiste. Paris: Minuit,1999
Sétimo encontro:28 de junho
Exibição do primeiro corte do filme ensaio Habitates.
Dia: sexta feira
Horário: 10h30 as 12h30.
Local: Sala da professora Nina Leite no Pavilhão dos docentes do Instituto de Estudos da Linguagem – IEL UNICAMP
Contato: andreamasagao@uol.com.br
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